Scanners Corporais nos aeroportos

Está aberta a época dos scanners corporais nos aeroportos. Há quem os defenda, há quem diga que não conseguem impedir um terrorista motivado de realizar um atentado. O que é certo é que cada vez é mais complicado e desconfortável o processo de entrar num avião.

Conforme podem ler no Expresso (http://aeiou.expresso.pt/alemanha-tambem-vai-ter-scanners-corporais=f555809), são já vários os países que vão instalar esta nova geração de scanners corporais no seus principais aeroportos:

“O Governo alemão tenciona introduzir os chamados “scanners” corporais nos aeroportos dentro de seis meses, em fase experimental, anunciou hoje o porta-voz para assuntos de segurança do grupo parlamentar dos democratas-cristãos (CDU), Wolfgang Bosbach.

A ministra da tecnologia e investigação, Annete Schavan, mostrou-se também convicta de que até meados deste ano “estará disponível uma nova geração de ‘scanners’ corporais”, que não violem os direitos de privacidade.

O debate em torno do recurso a “scanners” corporais intensificou-se após um atentado terrorista gorado contra um avião da Delta Airlines que fazia o trajecto entre Amesterdão e Detroit, na véspera de Natal.

O presumível terrorista, um jovem nigeriano de 23 anos, conseguiu introduzir-se na aeronave levando consigo substâncias explosivas coladas ao corpo que não são detectáveis pelos detectores actualmente usados nos aeroportos.
Apenas tecnologia devidamente testada

Entretanto, vários países europeus, como a Holanda, Reino Unido e Itália, anunciaram que passarão a utilizar “scanners” corporais nos aeroportos, para tornar os controlos de passageiros mais eficazes.

Segundo o semanário “Focus”, a polícia federal apresentará ainda em Janeiro ao Ministério do Interior uma proposta sobre a utilização dos novos “scanners” corporais.

O ministro da tutela, Thomas de Maziere, já anunciou, porém, que os aparelhos só serão autorizados se forem eficazes na detecção de “qualquer tipo” de explosivos, não revelarem zonas íntimas do corpo e não puserem em risco a saúde dos passageiros.

“Podem ter a certeza de que não será admitida qualquer tecnologia que não tenha sido devidamente testada”, garantiu o ministério federal do interior, em comunicado. Especialistas em protecção de dados criticaram, no entanto, as novas versões dos “scanners” corporais, sublinhando que estes também não permitem detectar a posse de todas as armas ou de todos os explosivos.
Apenas 30% das armas detectadas

“Além disso, revelam dados sobre a saúde de pessoas que tenham um ‘pacemaker’ ou uma prótese, e ferem a sensibilidade de quem não gosta de se ver desnudado por um aparelho”, advertiu Thilo Weichert, delegado do governo regional de Schleswig-Holstein para a protecção de dados.

O Sindicato da polícia alemã já advogou o uso de novos “scannners” corporais, chamando a atenção para a possibilidade de com os actuais aparelhos ser possível traficar armas.

“Fizemos testes, e só 30% das armas foram detectadas pelos actuais ‘scanners'”, revelou Konrad Freiberg, presidente do referido sindicato.

Para mesmo dirigente laboral, não é só a qualidade dos “scanners” actuais que afecta a segurança dos transportes aéreos, “é também o recurso a pessoal mal pago, e muitas vezes sem qualificação adequada”. “