Sugestão de Fim-de-ano – Brasil

Mais uma sugestão para o seu fim-de-ano, desta feita no Brasil:

Primeiro dia (30/12/2009) : Aeroporto – Olinda
* Foi em Pernambuco que tudo começou, o cultivo da cana formou as raízes do povo. Por isso, a porta de entrada de nosso circuito a civilização do açúcar é o Aeroporto Internacional de Recife, mas nosso destino é Olinda.
* Em Olinda cidade declarada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela UNESCO, é possível respirar singularidades históricas e artísticas provenientes dos povos que nasceram nos canaviais.
* Nosso destino escolhido para o descanso inicial é uma pousada de charme, como é toda Olinda. Pitoresca, e repleta de pequenos detalhes e mimos que resumem o bom gosto e o bem receber deste povo.
* Convidamos a todos para um encontro marcado com os proprietários da pousada, apreciadores da boa culinária e conhecedor das delicias gastronômicas e com historiadores locais que juntos nos introduziram ao mundo do açúcar em um bate papo informal, mas plenamente informativo que nos permitira sentir um pouco o cheiro da cana, mel e do melaço impregnado no ar.
* Um jantar fugaz e trivial, mas repleto de tradição, dos sabores locais nos introduzirão em nossa viagem e nos prepararão para um dia de conhecimento, vivencia e experiências.

Segundo dia (31/12/2009) : Olinda e Recife
* Sairemos com o destino civilização do açúcar, mas, nos engenhos urbanos de Recife que nos dias atuais procuram contar o passado em uma lógica do presente.
* A oficina de cerâmica Brennand, um dos grandes artistas plásticos do século XXI, já foi um engenho e sua moita foi reaproveitada para ser seu ateliê, por isso nosso primeiro destino do Recife Urbano com ares de ruralidade.
* Outros engenhos na região metropolitana e Mercados Típicos são destinos imperdíveis, alem dos tradicionais passeios que mostram múltiplas culturas e facetas como a formação de grupos dos cristãos-novos, retornados, e judeus vindos com os holandeses entre outros.
* Um almoço típico pernambucano com doces são momentos de brinde deste passeio O museu do homem do nordeste e retorno para conhecer Olinda finaliza nosso rico dia de experiencias.
* Á noite, o costume regional. Pode comer um caldinho para abrir o apetite e se embebedar em lagosta com creme de coco e bolo de rolo de sobremesa. Esta pode ser uma opção de jantar ou também de “manjar dos deuses” em Olinda. Dos deuses do açúcar e do melado
* Um passeio leve a pé visitando os muitos ateliês nas estreitas ladeiras e ruas da cidade alta com tranqüilidade e segurança nos permitira um bom descanso necessário para nosso próximo dia.

Terceiro  dia (01/01/2010): Olinda – Itambé ( Casa de Campo)
* Saímos em direção da Zona de Mata, bioma ideal para a cultura canavieira, onde nasceu a civilização do ouro branco, é voltar as origens de um povo, com seu vasto legado, banhado pelo açúcar mascavo, rapadura, cachaça e álcool e todo um elenco de doces únicos regionais.
* Nosso destino será o município de Itambé que fica localizado no extremo do Estado de Pernambuco fazendo divisa com a Paraíba, outro Estado, que a civilização do açúcar alcançou seu ápice.
* O caminho é repleto de belas paisagens entre o mar e a mata Nossa passagem por Igarassu uma vila a uns 30km, marca o início de nossa incursão pelo mundo do ouro branco. Começo especial, pois o primeiro porto natural de açúcar que deu o início a todo o complexo açucareiro do Brasil será o batismo de nossa identidade. Uma passagem rápida, mas intensa, nos permite vivenciar a atmosfera do açúcar, que reina até os dias actuais lembrando o passado das primeiras famílias tradicionais produtoras.
* Penetrando pelo interior, chegamos a Goiana, localidade onde o tempo não passou. Boa parte das casas do Centro mantêm a sua traça inicial, algumas desde o período colonial. Goiana é uma das principais localidades históricas de Pernambuco, além dos seus inúmeros monumentos históricos religiosos, de destacar o artesanato com a produção de peças feitas em cerâmica, que ilustram cangaceiros, santos e outros personagens que compõem o imaginário nordestino.
* Nossa paragem prevista é o típico Restaurante Buraco da Gia, mais de 50 anos de tradição, a procura de temperos, sabores e textura da culinária  oferecida no guaiamum um tipo de caranguejo e com um aperitivo único, um inusitado show de crustáceos gigantes adestrados que fazem firulas inusitadas para nós visitantes.
* Um passeio a pé pelo centro da cidade nos introduz ao universo dos engenhos e das famílias de açúcar, que vivenciaremos in loco nos engenhos regionais, um belo conjunto arquitetônico do século XVII formado por casa grande, capela e senzala.
* Neste a sétima geração da família nos brinda com um engenho secular de inestimável valor histórico e cultural, além de poder vivenciar um pouco a riqueza cultural da cultura das danças populares pernambucanas.
* Nosso destino final deste dia de imersão ao mundo da civilização do açúcar será Itambé, em terras do Engenho Angico, mais de 300 anos de história, onde fica situada a fazenda de lazer, nosso pouso. Fazenda em plena atividade produtiva, com plantações de cana de açúcar mandioca, além de pecuária e aves de capoeira.
* O carinho, a alegria dos proprietários sem dúvida e o ponto forte de nossa hospedagem.  A hospitalidade nos permite sentir voltar ao passado quando os viajantes eram tratados como reis pelas tradicionais famílias produtoras de açúcar, pois estes eram aqueles que vinha comprar, comercializar e levar seu ouro branco para o mundo. Por isso bem atendido, com todas as riquezas, e prestezas das tradicionais famílias de origem portuguesa e holandesa, colonizadores destas sesmarias.
* No jantar além da degustação de uma cachaça artesanal para abrir o apetite para o delicioso almoço da rica culinária local, carneiro assado, carne de boi e frango acompanhado de feijão verde, farofa de mandioca, saladas diversas, Os doces de melancia, de jaca, de banana são irresistíveis.

Quarto Dia (02/01/2010):  Itambé – Areias e Alagoa Grande e Itambé
* Um sono revitalizante é imprescindível para apreciarmos todos os momentos desta imersão ao nosso universo rural.
* O acordar em terras de Pernambuco, é sentir o cheiro do café, da fazenda coado na hora, o queijo coalho com mel na chapa o ovo mexido e muito mais apresentado em uma mesa imensa decorada, pela proprietária com flores e frutos da estação.
* Esta nos recebe seus visitantes, como amigos com um sorriso de bom dia e pronta para explicar todos os detalhes e minúcias da quituteria típica servida pela manha.  Certamente o pressagio para o novo dia que vamos ter nosso segundo dia no mundo do açúcar, no interior do nordeste deste grande Brasil.
* Vamos em direcção á civilização do açúcar, no estado da Paraíba, que está presente na forma de ser, de viver e produzir do paraibano.
* O caminho é extremamente rural, vales muito verdes, pequenas vilas e um ceu a perder de vista nos acompanham em todo nosso trajeto. Neste a ruralidade está marcada em cada curva de nossa estrada de interior, quando sempre podemos encontrar vacas e bezerros pastando ao longo da estrada.
* A chegada em um dos principais engenhos de Alagoa Grande e uma surpresa, pois sua terra fértil logo deu frutos da cana veio o açúcar o mel e a rapadura que se cristalizou por gerações nos engenhos bangüê que permeiam a cultura canavieira por quatro séculos até serem substituídos pelas fábricas.
* Uma verdadeira aula ao vivo sobre a historia do Brasil, uma aula interativa e agradável que deixará a sensação de voltar ao tempo, quando no século dezenove em maquinaria simplória, mas com perfeito clima e terra roxa para a plantação as atividades tiveram seu inicio.
* Hoje, a sexta geração que investiu na qualidade e por isso produz como diz o dito popular “uma cachaça mais badalada que beira de chocalho”  e mais fina bebida, 4 anos envelhecida só em barril de carvalho, abriu para visitação a toda a sua produção e a degustação de uma das melhores cachaças do Brasil.
* Este tira gosto nos leva ao restaurante na antiga casa de farinha do engenho, que nos oferece almoço especial com o sabor da comida nordestina com suas especialidades galinha de capoeira, carne de sol e a famosa costelinha de cabrito na cachaça como especialidade.
* Depois de um fausto almoço nosso caminho de volta tem uma parada em Areias outro município da civilização do açúcar dos tempos áureos ainda produtivos e ao fim Itambé em nosso pouso.
* Pequenos mimos como massagem, esfoliação de açúcar com melado e outros produtos de cana de açúcar são ofertados para brindar este descanso que finaliza com jantar regado a um forro pé de serra.
* Onde a sanfona chora, toca triangulo e acorda zabumba, que fáz a poeira levantar graças ao forrozeiro, com sua grande estrela a  sanfona de oito baixos que passa de tradição de pai para filho  também chamada de sanfona pé de bode. Até o sol raiar.

Quinto Dia (03/01/2010): Itambé –  Litoral
* Vamos embora de Itambé e deixamos para trás também a Paraíba, e penetramos na zona mais rural de nosso roteiro, em direcção a Mata Sul e ao Litoral Sul, uma nova fase da Civilização do Açúcar, agora na direção de Alagoas o terceiro estado, outra capitania hereditária do passado que fechou o triangulo de produção da historia do açúcar no nordeste do Brasil.
* Mas este caminho do hoje de transição vai a direção a Vicência que tem a tradição do bem receber desde a época de tropeiros, quando Dona Vicência Barbosa de Melo lendária mulher nordestina, que viveu no século XVII, abria seu rancho para descanso, troca de mercadoria e ponto de encontro.
* O município abriga um conjunto de 51 propriedades actualmente denominadas “Engenho de Fogo Morto” porque não moem mais. Vamos em direcção a um dos mais antigos e imponente da região,  que  possui um belíssimo conjunto arquitetônico formado pela Casa Grande, assobradada é a única remanescente do século XVII em Pernambuco, Capela e Moita.
* Mas como estamos no interior do Brasil, com estradas pequenas e caminhos tortuosos merecemos dar uma parada no Engenho Água Doce, cachaçaria Artesanal, onde se conhece a história da cana de açúcar até a produção da rapadura, mel, açúcar mascavo chegando a degustação da famosa cachaça Pernambucana para abrir o apetite.
* A chegada ao nosso próximo ponto de paragem, localizado no município de Nazaré da Mata, no acesso ao município de Buenos Aires nos indica que penetrámos ainda mais no interior profundo.
* Entre mesas fidalgas e tabuleiros, encontra-se a culinária que evidencia a civilização do açúcar. Um banquete de pamonha canjica, munguza, coalhada, iogurte caseiros, queijo de coalho e manteiga paes e biscoitos, tapioca, beiju,  amanteigado artesanal, café bem passado bolos de mandioca barra branca, bolo de rolo mandioca e carne seca, galinha caipira guisada e claro uma cachaça de alambique.
* Mas estamos em Nazaré da Mata, terra do Maracatu Rural, ou também conhecido como Maracatu do Baque Solto, danças e festejos que conta a saga dos plantadores de cana-de-açúcar. Por isso enquanto almoçamos poderemos conhecer as danças e contos dos enigmáticos caboclos-de-lança, que fazem a festa balançam seus chocalhos pelas ruas, exibem suas cabeleiras multicoloridas de um Brasil único.
* Saímos deste pouso, com uma mensagem deixada pelos nossos anfitriões  “Que nesta pousada você se sinta confortável e feliz. Este encontro foi preparado com muito carinho. Aproveite cada momento, cada oportunidade e mergulhe fundo. Atreva- se a ser diferente”
* Nestes dias que passaram a gastronomia de todos os sabores típicos nos acompanhou mostrando que esta e uma das facetas de nossa civilização do açúcar. Razão porque não podemos deixar de passar no Engenho Morenos berço do bolo de rolo e passagem de nosso caminho.
* Agora, nosso destino é Litoral Sul, na praia de Tamandaré, passando por Cabo de Santo Agostinho e Porto de Galinhas.

Sexto  Dia (04/01/2010):  Litoral Sul
* Para descansar desta jornada, andar na praia e conhecer areia branca, mar transparente e muito coqueiro como um convite para o descanso merecido após esta visitação ao mundo rural da civilização do açúcar.

Sétimo (05/01/2010):  Dia  Litoral Sul
* Só nos resta voltar a capital com destino ao aeroporto de Recife. Uma proposta de levar na bagagem toda e informação e experiência vividas por poucos de conhecer um Brasil que poucos conhecem. Nossa próxima parada poderia ser a Holanda e la fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu após o rico ouro branco embarcar nos portos e chegar ao velho continente gerando riqueza inigualável.

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