Sugestão de Fim-de-ano – Norte de Portugal

Mais uma sugestão para o seu fim-de-ano, desta feita no Norte de Portugal:

1º dia (29/12/2009) – Cidades Históricas
Manhã: Visita a Guimarães
* Começamos a nossa viagem com uma visita àquela que foi o berço da nacionalidade. Ligada à fundação de Portugal, Guimarães é uma das mais fascinantes cidades portuguesas, cujo centro medieval e quinhentista foi classificado pela Unesco como Património da Humanidade.
* Ao descobrirmos os lugares mais emblemáticos da cidade, a colina sagrada, onde se situa o castelo, a igreja românica de S. Miguel – onde D. Afonso Henriques terá sido baptizado – o Paço dos Duques, a Praça de Santiago, o largo da Oliveira ou o centro histórico no geral, vamos encontrar um património monumental riquíssimo, legado de gerações e gerações de antepassados.

Tarde: Visita a Braga
* Fundada no tempo dos romanos como Bracara Augusta, Braga é uma das mais antigas cidades portuguesas. Iniciamos o percurso com uma visita ao casco antigo, onde se destaca a Catedral cujo templo milenar é mais antigo que o próprio reino de Portugal.
* Tempo ainda para uma visita ao Mosteiro de Tibães, antiga Casa Mãe da congregação Beneditina Portuguesa. Fundada em finais do século XVI, tornou-se num dos mais ricos e poderosos mosteiros do Norte de Portugal.
* O dia termina com um merecido descanso na Quinta de Malta, uma quinta de Turismo de Habitação situada a 15 Km de Barcelos, Ponte e Lima e Viana do Castelo, cujo edifício original data de meados do século XVI, tendo sido totalmente restaurada em 2004, e que servirá de base para os nossos próximos 2 dias.

2º dia (30/12/2009) – Natureza, Gastronomia e Folclore
Manhã: Visita a Ponte de Lima
Experiência: Passeio de bicicleta
* Das cidades históricas passamos para a vila mais antiga do país. Ponte de Lima encanta pela sua beleza natural, as suas tradições e um ambiente rural muito típico do Minho. O primeiro convite para uma experiência passa por um passeio de bicicleta na ecovia, pelo meio da Natureza, entre Ponte de Lima e Bertiandos, tendo como pano de fundo as margens do rio Lima.
* Terminado o passeio é hora de saborear a gastronomia regional onde não faltam o cabrito assando ou as papas de sarrabulho com rojões e enchidos.
* Terminado o repasto, com um leite creme de fazer água na boca, é hora de avançarmos para a segunda experiência.

Tarde: Ponte de Lima
Experiência: Workshop de compotas

* Em casa da D. Lúcia, vamos aprender a confeccionar as compotas tradicionais com produtos caseiros. Feitos com frutas frescas ou secas, inteiras ou em pedaços, cozidas em calda de água e açúcar e aromatizada com especiarias ou mesmo com bebidas alcoólicas, estes doces são sempre apetecíveis. Será uma tarde bem passada num ambiente de convívio familiar.

Noite: Quinta de Malta
Experiência: Folclore tradicional

* De regresso à Quinta de Malta temos a última experiência do dia. Nada como um jantar típico acompanhado com um rancho folcórico. É o Minho em festa, com as suas músicas, cantares e danças bem ritmadas e alegres. Vamos aprender a dançar?

3º dia (31/12/2009) – Rota do Artesanato
Manhã: Visita a artesãos de Barcelos
Experiência: Pintura de galos de Barcelos

* O artesanato é sempre um motivo para mergulharmos no mais profundo da etnografia minhota, onde convivem usos e costumes tão antigos como as romarias, a religião, os serões, a matança do porco, as desfolhadas, a vindima e outros trabalhos do campo.
* A rota que propomos leva-nos a Barcelos para conhecer o Figurado, uma forma popular de expressão artística que continua viva e se materializa através do barro, para modelar e expressar ao mundo, o nosso modo de pensar, sentir, viver e evoluir. Na oficina da família Baraça vamos admirar a magia das suas mãos para depois, também nós, descobrirmos a nossa alma de artista, dando asas à imaginação, pintando um galo de Barcelos.
* O encontro seguinte são os artesãos que tecem em teares tradicionais conservando os saberes e técnicas que durante anos foram a base da economia local, em paralelo com o barro. É uma oportunidade única para apreciar os delicados bordados que decoram e rendilham os trajes e as peças de “enxoval” das casas Minhotas.

Tarde: Visita a Viana do Castelo

* É hora de regressar a Viana do Castelo e tomar contacto com duas formas de expressão com fortes tradições na região: A cerâmica e a filigrana.
* Sendo um importante centro cerâmico desde o século XVIII impõe-se uma visita ao museu da cidade para apreciar a história da louça de Viana. Pelo caminho teremos a oportunidade de percorrer as ruas e ruelas do centro histórico, ao encontro de majestosos edifícios, e visitar a ourivesaria do sr. Freitas, um autentico museu do ouro que o nosso anfitrião irá descodificando com as histórias e significado de cada peça.
* O fim do ano aproxima-se. É tempo de regressarmos à Quinta de Malta e preparar-mo-nos para uma noite de festa rija. Entre comida e bebida à descrição teremos fogo de artifício à meia noite e uma animação constante pela noite dentro. Feliz Ano Novo!

4º dia (01/01/2010) – Terra Quente Transmontana
* Com uma noite longa e animada a manhã tem de ser calma e sossegada. Aventure-se a explorar os espaços envolventes da Quinta.

Tarde: Partida para Mirandela
Visita ao centro histórico

* Depois de um almoço frugal é hora de deixarmos o verde desta região e rumarmos em direcção ao Nordestre Transmontano, mais precisamente até Mirandela, onde se produz um azeite único a par dos tradicionais enchidos, onde a alheira de Mirandela é a mais afamada.
* Eis-nos na Quinta de Entre-os-Rios, uma casa de agroturismo a 2 km de Mirandela, com um magnífico espaço envolvente, onde as oliveiras são rainhas e os pomares dão um ar da sua graça, e que constitui um recanto de paraíso natural que convida a um apetitoso repouso, longe das grandes cidades.
* Depois de bem instalados é tempo de conhecer Mirandela, um burgo pequeno com as suas lojas muito características do comércio tradicional local.

Noite – Experiência: Jantar Azeitado

* Bem no centro de Mirandela e debruçado sobre o rio Tua, o restaurante Flôr de Sal apresenta uma cozinha de autor com inspiração nos produtos da Terra Quente Transmontana. Espera-nos um jantar de degustação tendo como denominador comum o azeite.

5º dia (02/01/2010) – Rota do azeite
Manhã – Experiência: Apanha da azeitona

* O dia começa cedo com a saída para a Quinta do Barracão onde teremos uma nova experiência: Participar na apanha tradicional da azeitona. De varas e cestos iremos para o olival. Com panos estendidos no chão para apanhar as azeitonas a nossa destreza vai ser posta à prova. Pelo meio o nosso anfitrião dará uma explicação de todo o processo de apanha e produção de azeite.

Tarde: Visita a lagares de azeite

* Com tanto esforço a varejar a recompensa é servida à mesa. É hora de degustarmos um almoço típico da região.
A tarde começa com uma passagem pela Quinta Viaz, perto de Vila Flôr, para uma prova de azeite. Tempo ainda para uma visita á freguesia de Sucçães para observar todo o processo produtivo: da recepção da azeitona à produção do azeite no Lagar de Azeite.
* De regresso à Quinta de Entre-os-Rios espera-nos um merecido jantar junto à lareira, com muitas histórias para contar á mistura.

6º dia (03/01/2010) – O Douro Vinhateiro
Manhã: Visita a Favaios

* É tempo de mudarmos de cenário. Partimos em direcção à região demarcada do vinho do Porto. Em Favaios, uma aldeia típida do Douro Vinhateiro, vamos visitar a Enoteca Quinta da Avessada, a qual constitui um museu interactivo alusivo à história e cultura da vinha, desde a plantação da videira até ao degustar do néctar que bem apelidamos de vinho.
* Teremos a oportunidade de conhecer o modo como esta região vive e trabalha desde que o tempo é tempo e, no final, haverá uma Prova Comentada, pelos especialistas da Enoteca, de um Porto e um Moscatel, acompanhado por compotas regionais.

Tarde – Experiência: Andar de comboio do Pinhão à Régua

* Depois de um almoço regional, regado com excelentes vinhos locais, é tempo para uma nova experiência sensorial. Durante a viagem até ao Pinhão podemos observar uma paisagem única, com cepas e terraços dos dois lados, avistando-se muitas das quintas mais conhecidas.
* Na estação de caminho de ferro, em parte transformada em museu, vamos apanhar o comboio para a Régua. Por uma linha sinuosa, sempre á beira-rio, a linha do Douro proporciona vistas inesquecíveis de uma região que também é Património da Humanidade.
* Da Régua partimos em direcção ao Porto para ficar instalados no Eurostars das Artes, um hotel recentemente construído, situado no centro da cidade, mesmo no meio das principais galerias de arte, tal como a sua denominação sugere.

7º dia (04/01/2010) – O Porto – A paixão dos sentidos
Manhã: Visita ao centro histórico e caves do vinho do Porto

* Acordar de manhã cedo e sentir a agitação frenética de quem trabalha no coração da cidade é uma sensação indescritível. Começamos o dia com uma visita guiada pelo centro histórico, também classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. Vamos percorrê-lo devagar e admirar o casario típico e os monumentos de granito, vamos sentir a “Baixa” do Porto com o seu pulsar de vida citadina, o movimento, o comércio intenso, a sua expressão peculiar que alia a atmosfera de cidade nórdica e mercantil ao barroco espiritual e intenso.
* A manhã termina com uma visita às Caves do Vinho do Porto, na ribeira de Gaia, para assim fechar o ciclo iniciado no dia anterior.

Tarde livre

* A tarde fica livre para vaguear pelas ruas de comércio e descubrir nos trabalhos de estilistas e designers de projecção internacional novas visões de futuro, desenhadas em peças de vestuário, sapataria e joalharia.
* Em alternativa, poderá procurar outras atmosferas. Uma sugestão poderá ser o Parque de Serralves, onde encontrará a modernidade do edifício, que encerra o Museu de Arte Contemporânea, e a atmosfera romântica e bucólica de um parque frondoso.

Noite – Experiência: Concerto na Casa da Música

* Na nossa última noite liberte a paixão dos sentido. Vamos começar por assistir a um concerto na Casa da Música e terminar num dos muitos bares da ribeira, uma outra forma de sentir o pulsar da cidade.

8º dia (05/01/2010)  – O regresso

* São horas de fazer as malas e partir. Na bagagem acumulam-se recordações ainda meio confusas… os cheiros dos nectares, os sabores da gastronomia variada, os sons dos cantares minhotos, a textura do barro amaçado, as paisagens a perder de vista do Douro Vinhateiro…. Para partilhar com os amigos ficam experiências únicas que estimularam os 5 sentidos e que também dão sentido a este Portugal tão genuino, tão longe e tão perto deste Brasil Brasileiro. Até breve!