Várias cidades de Portugal pretendem aeroporto low cost

“Beja, Fátima, Bragança, Ponta Delgada, Viseu, Covilhã e Vila Real são algumas das cidades portuguesas interessadas em ter um aeroporto regional e internacional ligado a companhias aéreas de baixo custo, nalguns casos como base. A febre segue a tendência europeia e o teste à alegada galinha dos ovos de ouro. O país tem cinco aeroportos que servem low costs – Porto, Faro, Lisboa, Funchal, Porto Santo.

A irlandesa Ryanair está a negociar com a Câmara de Bragança, para eventualmente voar do aeródromo municipal, que vai passar em breve de 950 a 1.800 metros, recebendo aeronaves de médio curso, tipo Boeing 737, usadas também pela transportadora irlandesa. A Aeronorte faz Lisboa-Bragança-Vila Real-Lisboa com dois aviões e também quer ligar Trás-os-Montes a cidades da Europa, como Paris. A Aeronorte é de Braga, que tem um aeródromo com 950 metros… mas sem condições.

A Ryanair está igualmente “em negociações avançadas” para operar desde Beja, segundo o líder da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB). José Queirós disse que reuniu com mais companhias, como a britânica Jet2. A aerogare deve abrir até Dezembro.

Já este mês sabe-se se o aeródromo de Giesteira, em Ourém, pode ser adaptado a voos low fare do Vaticano, que inclui Fátima a par de Compostela (Espanha), Sinai (Egipto), Guadalupe (México), Jerusalém (Israel), Lourdes (França), Czestochowa (Polónia) e sete cidades da Itália. Visa-se unir peregrinos e potenciar turismo católico. A Cova da Iria quer cinco milhões de visitas/ano.

Em Vila Real, o município pensa criar para 2010 uma pista de 1.800 metros no aeródromo e alargar a existente, no âmbito de sinergias entre o Algarve e Douro, pois os hotéis e operadores destas regiões desejam permutar turistas, fazendo-se até escalas na Galiza, segundo a agência noticiosa Lusa.

O edil de Viseu, Fernando Ruas, busca investidores para capacitar o aeródromo Gonçalves Lobato a ter voos comerciais, charters e low cost. Na Covilhã, o autarca Carlos Pinto abriu o concurso para construir uma pista de 2.200 metros, para uso de aviões até 120 lugares, e os alunos de Engenharia Aeronáutica felicitaram a instalação de uma fábrica de aeronaves.

Quanto às ilhas, nas pistas de Ponta Delgada e Lajes, nos Açores, há muito que se aguarda liberalização das rotas, inspirada no modelo aplicado há dias para o arquipélago da Madeira, que tem a easyJet entre as companhias interessadas assumidas.

O director da companhia de bandeira TAP, Fernando Pinto, situa que o país tem quase 30 low cost a descolar para 70 destinos. “É um grande desafio, mas temos mantido taxa de ocupação boa e crescido mais rápido do que o ritmo de entrada deles”, disse. Para o líder da Associação Empresarial de Portugal, Ludgero Marques, deve-se privatizar o aeroporto Francisco Sá Carneiro e reforçar aí a presença das baixo custo para trazer mais turistas ao Norte.”

Fonte: http://www.almadeviajante.com/travelnews/001966.php